terça-feira, 27 de março de 2012

Terceiro mês em diante

O primeiro e segundo mês correu tudo perfeitamente bem. Continuamos com a rotina na pediatra para acompanhar peso, altura e principalmente o perímetro cefálico. E graças a Deus estava tudo muito bem. Mas não sabíamos o que se passava lá dentro daquela cabecinha.
Chegou então o terceiro mês de vida do Henrique.
A maioria dos bebês hoje em dia, no terceiro mês já sustentam a cabecinha, mas segundo a pediatra cada um evolui no seu tempo. Pensamos que ainda haveria tempo então para o Henrique fazer o mesmo, porque antigamente os bebês ficavam durinhos aos 4, 5 meses. Neste tempo, corri atrás de exame para ele, o que não é nada fácil de conseguir, ainda mais quando é feito por plano de saúde. Pois já queria chegar no Neuropediatra com o resultado. Depois de inúmeras tentativas ligando pra um e pra outro (e datas disponíveis só pra depois de 1 mês), conseguimos que ele fizesse uma Ultrassonografia Transfontanela, no CDPI no Barra Shopping. E lá fomos nós nos despencar pra Barra.
Ao sair com o resultado em minhas mãos, parei para tentar entender o laudo. Mas como não sou nenhuma especialista preferi esperar para que o médico explicasse. Pelo pouco que li e entendi daquele laudo, vi que tinha uma pequeno aumento do liquor.
Marcamos logo uma consulta com o melhor médico especialista neste ramo. O Neurocirugião pediátrico Dr. Gabriel Mufarrej. Não sei se é destino, coincidência ou qualquer coisa do tipo, mas ele opera crianças justamente no Hospital Pró-Cardíaco, onde trabalho.
Quando grávida ainda, já tinha ido a uma consulta com ele e saí de seu consutório muito mais leve e tranquila. Ele te passa uma enorme segurança.
Fomos então mostrar o exame, e segundo ele havia sim este aumento do liquor, mas que ainda não seria o caso de cirurgia. Fez testes de reflexos no Henrique e ele correspondeu a todos.
Para uma melhor avaliação, nos solicitou uma Ressonância Magnética do crânio. Começa ai uma nova saga. A de conseguir data para este exame o quanto antes, pois não poderíamos mais perder tempo.


Próximo post contarei a saga deste exame e o início da Fisioterapia na AFR (Associação Fluminense de Reabilitação) e hoje também na ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação)

quinta-feira, 22 de março de 2012

O grande dia


Henrique nasceu no dia 01/10/2011 às 17h35 no Hospital Pasteur, zona norte do Rio de Janeiro, pesando 2.800kg e 50 cm.
As enfermeiras ficaram um tanto assutadas com a quantidade de gente dentro do quarto 306. Foi uma festa e tanto. Familiares e amigos compareceram em peso. Todos estavam na expectativa de ver a carinha do Henrique, mas por precaução, foi levado direto para UTI Neonatal. Afinal de contas não sabíamos como estava sua situação. E por lá ficou exatamente 1 semana em observação. Uma semana que parecia 1 mês sem fim. Ainda com os pontos da cesárea sem nem andar direito, fazia questão de chegar lá todos os dias na parte da manhã, para conseguir amamentá-lo e só saíamos no último horário às 22h.
Todos os dias a angústia e a expectativa de poder lavá-lo para casa, mas como ele teve Icterícia (normal em recém-nascidos) seguraram ele lá não pela Hidrocefalia que até então não tinha mais evoluido.
Chegou então o dia de ir para casa com ele nos braços. A ficha à partir dai começou a cair. O medo de não dar conta, a insegurança e o pensamento de que agora tem alguém por quem você é inteiramente responsável. As pessoas também adoram te colocar medo, são muito negativas. Mas com o passar dos dias vi que não é nenhum bicho de sete cabeças e que damos conta do recado sim! Talvez seja o instinto maternal mesmo.




Fiz questão de dar o primeiro banho em casa, entrar na sala junto com ele para tomar a primeira vacina, trocar as fraldas, ficar duas horas com ele no meu colo dando de mama...
No ínicio levávamos ao pediatra de 15 em 15 dias para acompanhar melhor o ganho de peso, altura e o perímetro cefálico que até então estava dentro da normalidade.




Próximo post já começarei do terceiro mês de vida do nosso pequeno.





segunda-feira, 19 de março de 2012

A gravidez


Decidi criar este blog com o intuito de dividir com vocês minha experiencia como mãe e falar um pouco do que esta se passando em nossas vidas. E quem sabe também ajudar aqueles que estão vivendo a mesma situação.


Com menos de 1 ano de namoro, as vésperas do carnaval de 2011 descobrimos juntos em um teste de farmácia que estava gravida. Mas para termos certeza, fiz o exame de sangue para confirmar e o resultado foi positivo. No primeiro momento ficamos sem palavras, depois a unica frase que nos veio a cabeça foi "E agora?" Pensamos muito antes de tomar qualquer decisão, mas o amor e a vontade de ter um filho falou mais alto.
Mas o mais difícil ainda estava por vir. Contar principalmente para nossos pais, que para nossa surpresa reagiram muito bem. A partir dai tudo era festa.
A cada ultrassonografia a expectativa era enorme para saber o sexo. Foi então na ultra morfológica feita no 5 mês de gestação que descobrimos que ai vinha um menininho lindo. O Henrique. Foi uma alegria e tanto não só para o pai mas para mim também que sempre sonhei em ter um menino. Mas junto com esta noticia ótima veio a triste noticia que Henrique tinha uma dilatação nos ventrículos cerebrais, mais conhecido como Hidrocefalia. Que 'e o acumulo de liquor no interior da cavidade craniana, que pode ser resolvido colocando uma válvula para que este liquor possa circular ou em outros casos apenas o acompanhamento medico e fisioterapia para estimulação. O que 'e o caso do Henrique. 
Eh pelo fato de sabermos que alguém tao indefeso depende inteiramente de você, que surgem forcas para lutar pela pessoa que não imaginamos mais viver sem. Muita fé em Deus que o melhor sempre ira acontecer. 
     
Próximo post contarei como vem sendo nossa rotina ate os dias de hoje ao lado do nosso queridinho.