quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Febre alta e Internação

Durante a correria da festinha de 1 ano e o Batizado, Henrique teve uma daquelas febres que ninguém sabia explicar o porque e nem de onde vinha. Só que esta febre foi diferente pois durou uma semana. E foi uma semana sem ir ao trabalho, sem saber o que fazer, levando em vários médicos, médicos renomados, na pediatra, e ninguém sabia nos dizer ao certo o motivo. Já não sabia mais o que dizer no trabalho, e cada vez que ligava para avisar que mais um dia não poderia ir, eram lagrimas e lagrimas que caiam dos meus olhos. Tive a imensa sorte de ter uma chefe ótima que com certeza acreditava em mim, pois sabia de toda historia e de toda luta com ele.
Foi então que mais uns dias sem ir ao trabalho, decidi pedir demissão para que pudesse cuidar 100% do meu filho e sem ter a preocupação com mais nada (certa de que naquele momento era o melhor que poderia fazer). Fui então ao trabalho para fazer exclusivamente isso, e não dei pra traz. Chamei minha chefe para conversar, acredito que já imaginava a minha decisão. Aos prantos pedi para que me mandassem embora para me dedicar unica e exclusivamente ao meu filho. Ela, chorando muito também, não permitiu naquele momento. Falou que me daria férias e conforme fosse quando retornasse e se eu ainda tivesse decidida a isso, me mandaria embora sem problemas. E foi o que fizemos. Tirei férias, dia 01/10/2012 (exatos 1 ano depois do nascimento do Henrique).
Quando liguei para o pai dele para dar a noticia, ele me deu a noticia de que nosso filho tinha piorado, estava vomitando, não queria comer e a febre nada de diminuir. Saí voando para Niterói, onde eles estavam (na casa do avô paterno) e levamos para o HCN (Hospital de Clinicas de Niterói) onde tinha Emergência Pediátrica. Lá foi atendido, tomou soro, fez alguns exames, mas a febre matinha nas alturas. Decidiram então interná-lo para descobrir o porque da febre contínua. Chegamos a pensar que poderia se entupimento da válvula.

Abaixo algumas dicas que podem ajudar na hora de perceber se a válvula está entupida ou infeccionou:

1. Bloqueio – Significa o entupimento ou bloqueio do Shunt. No recém – nascido deve estar atento a alguns sinais e sintomas como irritabilidade, aumento da temperatura, vômitos, fontanelas hipertensas. Esta complicação ocorre nos primeiros 12 meses após a inserção do Shunt. Em caso de bloqueio é necessária nova intervenção cirúrgica para reajustamento do Shunt. O importante é estar atento a alterações do comportamento do bebé. Como pais, vocês serão os melhores juízes do seu bem-estar.
2. Infecção – A infecção do shunt, pode ocorrer a qualquer momento, mas o período de maior risco é durante os dois primeiros meses. Na presença de infecção, o bebé poderá apresentar aumento da temperatura corporal, cansaço, irritabilidade, falta de apetite, erupções na pele em torno do local de inserção. Cada criança é diferente pelo que também os sinais e sintomas são diferentes, é igualmente importante que esteja atento ao comportamento geral do seu bebé e se aperceba de eventuais alterações. Se o shunt está infectado é necessário que seja retirado e é no seu lugar colocado um dreno externo para que possam ser administrados antibióticos por essa via (os antibióticos intravenosos não atravessam a barreira hematoencefálica).
Durante o período pós-operatório, é muito importante proteger a sutura, evitar que a criança posicione a cabeça para o lado onde está inserida a válvula. Exames complementares de diagnóstico como ecografia transfontanelar e Tomografia Axial Computorizada (TAC) craneoencefálica, são utilizados para avaliar a evolução/regressão da hidrocefalia. Todavia, a avaliação frequente do perímetro cefálico e observação clínica da criança de sinais e sintomas sugestivos de hipertensão ou hipotensão intracraneana são fundamentais. (SANDLER, 2004).
Idealmente, a Válvula ventriculo-peritoneal deve permitir uma drenagem controlada e sistemática, por isso o crescimento da cabeça da criança acontece de acordo com o seu desenvolvimento. Uma ligeira a moderada hidrocefalia ou dilatação ventricular pode persistir no entanto importa avaliar a sua evolução e se há sinais de comprometimento neurológico. Actualmente os sistemas de DVP têm sido desenhados para responder a uma enorme panóplia de alterações de pressão intracraneana, tal como alterações posturais, situações de tosse, esforço físico. Estes mecanismos vão automaticamente variar a resistência da DVP o que regula a saída de LCR drenado, prevenido a dilatação ou colapso dos ventrículos (SANDLER, 2004).
Como qualquer mecanismo artificial colocado no organismo de uma pessoa, podem existir complicações no pós-operatório. As principais complicações de um Shunt VP são infecções ou o seu mau funcionamento. Todos os shunts estão sujeitos a dificuldades mecânicas como torção, obstrução, separação ou migração do tubo. O mau funcionamento está muitas vezes associado a obstrução mecânica no interior dos ventrículos, por tecido ou exsudado, por trombose extremidade distal do tubo ou deslocamento deste devido ao crescimento da própria criança. Quando uma destas complicações ocorre a situação é de emergência e as manifestações clínicas directamente associadas são aumento da pressão intracraniana (PIC) acompanhado de alterações neurocomportamentais, como o estado de consciência.
Fonte: http://www.asbihp.pt
No próximo post darei continuidade. Será o mais difícil, mas Deus está comigo e me dará mais forças para escrever.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Meses após a Cirurgia e os preparativos para festinha de 1 ano e Batizado

Boa noite pessoal!
Voltei para dar continuidade ao blog e uma forma também de colocar pra fora todo o sentimento que não expressei durante todos esses anos de ausência.

Após o sucesso da cirurgia (realizada com 7 meses de vida), Henrique passou estes meses restantes aparentemente bem, com algumas febres como de costume para nós. Sabíamos que não era normal e a cada febre mais forte, corríamos para o hospital. Uma loucura e coração apertado! Vale lembrar que todos esse tempo contamos com ajuda de muita gente, principalmente dos avós (minha mãe Ivone que mesmo morando em Belém do Pará - terrinha longe essa- arrumava um jeitinho de estar perto e cuidar do neto. E o avô paterno Euzébio que nos auxiliou como médico e pai experiente por ter seus 4 filhos).

Mas como em outubro (dia 01) Henrique faria 1 ano e para nós foi uma ano de muita correria, garra e superação, decidimos que faríamos uma festinha para comemorar seu Primeiro aninho. E dá-lhe de correr atrás de tudo. Salgadinhos, comidinhas, decoração, convite etc (tudo claro com um precinho acessível para nós). O convite eu mesma fiz e o tema escolhido foi PRAIA. Tudo a ver com os pais que amam a natureza (procurei o convite para postar mas infelizmente não encontrei).

Pegando um solzinho final de tarde no Arpoador - RJ




 O Batizado também seria realizado neste período, antes até dele completar 1 ano. E corre pra ver igreja que aceite pais que não são casados e pai ou mãe que não são batizados (não entendo muito sobre isso e quais são as regras da Igreja Católica) mas com uma avó católica fervorosa que tenho, ela nos deu essa forcinha e conseguiu a igreja.
Modelo do convite do Batizado (este eu achei..rs)

 
 
No próximo post contarei como desencadeou esta historia...





sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Retornando ao Blog



No último post peço desculpas pela demora de uma nova atualização.
Hoje, 3 anos depois do post A Cirurgia, estou de volta ao blog para escrever um pouco do que aconteceu durante estes anos. E claro pedir desculpas por todo esse tempo sem atualização.
Não pense que esqueci, ou que tenha desistido de escrever. Não! Pelo contrário, pensava e sentia vontade de escrever todos os dias mas me faltavam forças para isso.

Posso dizer que hoje estou reestruturada para estar aqui escrevendo, mas não posso negar que a emoção me domina e a saudade mais ainda.

Acho que este é o post mais curto, mas o mais emocionante. Em breve volto para contar cada detalhe de todos esses anos.

ESTOU DE VOLTA!!!!
Beijos em cada um de vocês.