No início de Fevereiro de 2012, Henrique começa a Fisioterapia na AFR (Associação Fluminense de Reabilitação). O plano de saúde não cobria, mas conseguimos que ele fizesse pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
A primeira etapa, foi uma avaliação com todos os profissionais que estariam responsáveis pelo tratamento.
Uma fisioterapeuta, uma fono, T.O (Terapia ocupacional), psicóloga e assistente social. Todas sentadas na nossa frente fazendo inúmera perguntas, como se fosse uma entrevista.
Comecei contado a descoberta da gravidez, depois a descoberta da Hidrocefalia, até aquele momento como ele estava evoluindo. A fisioterapeuta avaliou fisicamente, colocando-o de bruços, fazendo movimentos com as perninhas (pedalando), brinquedinhos para ele acompanhar etc. A fono observou ele mamando para ver a sucção, essas coisas. A piscóloga é mais para os pais, pois tudo isso é realemente muito consufo. Um lugar muito triste onde vemos pessoas muito debilitadas e sem condições de ter um bom atendimento. A ala das crianças pra mim é a mais dura de ver. Muitas com mal formação e pais sem condições nenhuma (grande parte é atendimento pelo SUS).
No ínício achei que ele não iria precisar, pq na minha visão ele estava apenas um pouco atrasado mas estava evoluindo. Mas a fisioterapeuta disse que o caso dele era de alta complexidade (que necessita passar por todas as áreas).
Começamos então a levá-lo toda terça e quinta para Niterói, mas como a fisio era só 30 min por dia,
1 hora por semana, achamos muito pouco e que só isso não iria adiantar muito, mesmo fazendo em casa.
Marcamos então uma avaliação na ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação) pelo plano de saúde AMIL. Como um é pelo SUS e o outro pelo plano, conseguimos que ele fizesse nos dois lugares, pelo menos aumetaria a carga horária.
Lá ele vai 3 vezes na semana. Ou seja, Henrique faz fisioterapia todos os dias além dos exercícios em casa.
No primeiro dia na ABBR, mesmo já "acostumada" com o que via na AFR, fiquei um tanto assustada com a quantidade criança debilitada. Dou graças a Deus que meu filho é perfeito e que o caso dele é reversível.
Na espera pelo atendimento, uma mãe chegou lá com seu bebê no colo, me olhou e veio direto falar comigo, pois os únicos bebês lá eram os nossos. Me perguntou qual era o problema dele, e contou que o filho dela tinha nescido pré maturo (de 5 meses) e começou o tratamento lá quando ele tinha 8 meses, três meses depois ele era outra criança. Percebi que ela queria me confortar, me dar força. Achei isso tão bonito! E realmente, sai de lá mais contente e esperançosa.
Hoje, Henrique continua fazendo a fisioterapia nos dois lugares.
Para quem quiser entender melhor ou ser solidário e ajudar de alguma forma, abaixo seguem os links da ABBR e AFR:

Cami,
ResponderExcluirTenho certeza de que toda essa atenção ao Henrique não será em vão!
Estamos sempre na torcida.
Beijooos,
Rénata