Foi então que mais uns dias sem ir ao trabalho, decidi pedir demissão para que pudesse cuidar 100% do meu filho e sem ter a preocupação com mais nada (certa de que naquele momento era o melhor que poderia fazer). Fui então ao trabalho para fazer exclusivamente isso, e não dei pra traz. Chamei minha chefe para conversar, acredito que já imaginava a minha decisão. Aos prantos pedi para que me mandassem embora para me dedicar unica e exclusivamente ao meu filho. Ela, chorando muito também, não permitiu naquele momento. Falou que me daria férias e conforme fosse quando retornasse e se eu ainda tivesse decidida a isso, me mandaria embora sem problemas. E foi o que fizemos. Tirei férias, dia 01/10/2012 (exatos 1 ano depois do nascimento do Henrique).
Quando liguei para o pai dele para dar a noticia, ele me deu a noticia de que nosso filho tinha piorado, estava vomitando, não queria comer e a febre nada de diminuir. Saí voando para Niterói, onde eles estavam (na casa do avô paterno) e levamos para o HCN (Hospital de Clinicas de Niterói) onde tinha Emergência Pediátrica. Lá foi atendido, tomou soro, fez alguns exames, mas a febre matinha nas alturas. Decidiram então interná-lo para descobrir o porque da febre contínua. Chegamos a pensar que poderia se entupimento da válvula.
Abaixo algumas dicas que podem ajudar na hora de perceber se a válvula está entupida ou infeccionou:
1. Bloqueio – Significa o entupimento ou bloqueio do Shunt. No recém – nascido deve estar atento a alguns sinais e sintomas como irritabilidade, aumento da temperatura, vômitos, fontanelas hipertensas. Esta complicação ocorre nos primeiros 12 meses após a inserção do Shunt. Em caso de bloqueio é necessária nova intervenção cirúrgica para reajustamento do Shunt. O importante é estar atento a alterações do comportamento do bebé. Como pais, vocês serão os melhores juízes do seu bem-estar.
2. Infecção – A infecção do shunt, pode ocorrer a qualquer momento, mas o período de maior risco é durante os dois primeiros meses. Na presença de infecção, o bebé poderá apresentar aumento da temperatura corporal, cansaço, irritabilidade, falta de apetite, erupções na pele em torno do local de inserção. Cada criança é diferente pelo que também os sinais e sintomas são diferentes, é igualmente importante que esteja atento ao comportamento geral do seu bebé e se aperceba de eventuais alterações. Se o shunt está infectado é necessário que seja retirado e é no seu lugar colocado um dreno externo para que possam ser administrados antibióticos por essa via (os antibióticos intravenosos não atravessam a barreira hematoencefálica).
Durante o período pós-operatório, é muito importante proteger a sutura, evitar que a criança posicione a cabeça para o lado onde está inserida a válvula. Exames complementares de diagnóstico como ecografia transfontanelar e Tomografia Axial Computorizada (TAC) craneoencefálica, são utilizados para avaliar a evolução/regressão da hidrocefalia. Todavia, a avaliação frequente do perímetro cefálico e observação clínica da criança de sinais e sintomas sugestivos de hipertensão ou hipotensão intracraneana são fundamentais. (SANDLER, 2004).
Idealmente, a Válvula ventriculo-peritoneal deve permitir uma drenagem controlada e sistemática, por isso o crescimento da cabeça da criança acontece de acordo com o seu desenvolvimento. Uma ligeira a moderada hidrocefalia ou dilatação ventricular pode persistir no entanto importa avaliar a sua evolução e se há sinais de comprometimento neurológico. Actualmente os sistemas de DVP têm sido desenhados para responder a uma enorme panóplia de alterações de pressão intracraneana, tal como alterações posturais, situações de tosse, esforço físico. Estes mecanismos vão automaticamente variar a resistência da DVP o que regula a saída de LCR drenado, prevenido a dilatação ou colapso dos ventrículos (SANDLER, 2004).
Como qualquer mecanismo artificial colocado no organismo de uma pessoa, podem existir complicações no pós-operatório. As principais complicações de um Shunt VP são infecções ou o seu mau funcionamento. Todos os shunts estão sujeitos a dificuldades mecânicas como torção, obstrução, separação ou migração do tubo. O mau funcionamento está muitas vezes associado a obstrução mecânica no interior dos ventrículos, por tecido ou exsudado, por trombose extremidade distal do tubo ou deslocamento deste devido ao crescimento da própria criança. Quando uma destas complicações ocorre a situação é de emergência e as manifestações clínicas directamente associadas são aumento da pressão intracraniana (PIC) acompanhado de alterações neurocomportamentais, como o estado de consciência.
Fonte: http://www.asbihp.pt
No próximo post darei continuidade. Será o mais difícil, mas Deus está comigo e me dará mais forças para escrever.
Força minha amiga! Continuo com você Guerreira!!
ResponderExcluirObrigada Renatinha!!! Sei que mesmo longe esta perto :)
ExcluirForça minha amiga! Continuo com você Guerreira!!
ResponderExcluirCami, não conheço ninguém mais forte que vc! Vc está pau a pau com a minha mãe, e olha que ela é a maior guerreira que eu conheço! haha
ResponderExcluirhahahahahah to longe disso...rsrsrs Bebete é Bebete!!
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